RELEASE 10/07 CASA ÁFRICA - Noite do Griot

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Fabiana Cozza em espetáculo exclusivo para público de Beagá

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Em única apresentação na capital, a cantora paulistana que figura entre as grandes sambistas da atualidade faz show intimista em que canta as belezas e rituais da tradição afro-brasileira.

Naturalidade, sinergia e beleza num espetáculo acústico com reverências às tradições afro-brasileiras, com o calor humano da proximidade do artista com o público. Será dessa maneira que o projeto "Noite do Griot", do Centro Cultural Casa África, apresenta no dia 10 de julho, na Sala Juvenal Dias, o espetáculo "Mò Gbè Órìsà", da sambista Fabiana Cozza.
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O espetáculo, que na tradução da língua yorùbá quer dizer "eu carrego orixá", Fabiana Cozza concebeu exclusivamente para essa apresentação, que unirá as mitopoéticas iorubanas que falam dos deuses africanos reverenciados nos terreiros às canções dedicadas aos mesmos no candomblé da nação Kêto. Acompanhada do percussionista Douglas Alonso e do violonista Renato Epstein, a cantora interpretará canções do seu recente disco "Quando o Céu Clarear", de compositores como o paraense Leandro Medina e os baianos Gerônimo e Roque Ferreira, além de outras canções de Nei Lopes, pontos da tradição afro-brasileira e da santeria (como é chamado o candomblé em Cuba), além de inéditas do compositor mineiro Sérgio Pererê. "O título, ‘eu carrego o orixá’, diz que cada um carrega uma proteção, se identifica com uma coisa. O curioso é que uma das músicas que cantarei do Pererê fala disso ("tem muita estrela no céu, mas a estrela guia é uma só para cada um", cantarola). Quero aproveitar a proposta da ‘Noite do Griot’ para fazer um show no meio do público. Essa proximidade aumenta a espontaneidade, o improviso, torna o espetáculo mais verdadeiro. As pessoas saberão mais sobre meu processo de criação e minhas escolhas enquanto cantora. Quero falar ainda da força do amor, da beleza, da paz e sedução presentes entre os orixás", diz a cantora.
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Segundo ela, entre as canções inéditas do compositor Sérgio Pererê estarão "Estrela Guia" e uma música que fala de ogum ("estive em São Paulo para apresentar o espetáculo ‘Besouro’ e encontrei com Fabiana. Gravei a música num gravadorzinho e passei a fita pra ela. Eu sonhei com o refrão, que diz ‘o jejê babalaê’. Daí fui no axé e me disseram que a mensagem em língua jeje quer dizer ‘o jeje senhor da terra’. Pús o nome da canção de ‘Alacorô’, que é um tipo de ogum em Kêto. Acho que Fabiana ainda não sabe do título", revela Sérgio Pererê). "Voltar para cantar em Belo Horizonte é uma felicidade muito grande. Fui muito bem acolhida na cidade. Minha avó paterna é de Minas. E é melhor ainda quando encontro com artistas como o Sérgio Pererê, que é da mesma geração que a minha e tem uma qualidade que admiro muito", confessa Fabiana.
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Na apresentação, a cantora apresentará ainda um texto inédito do escritor pernambucano Marcelino Freire, radicado em São Paulo e parceiro dela no espetáculo "Cantos Negreiros". "O texto fala de Iemanjá e de questões ambientais como a poluição e violência. É um pedido de desculpas a Iemanjá, desculpas por sujar o mar e as águas, pela poluição", adianta Fabiana Cozza, que abrirá o espetáculo com um canto para Oxalá.
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No mês de junho, a "Noite do Griot" prestou homenagens ao escritor, poeta, artista plástico e militante negro Abdias Nascimento. Nas próximas edições, o projeto trará a Belo Horizonte o cantor e compositor Chico César, em agosto; o sambista e escritor Nei Lopes, em setembro; a cantora Raquel Coutinho, em outubro; e finaliza em novembro, com o cantor e compositor Vander Lee.
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Uma jovem sambista entre os bambas
Desde a áurea época das chamadas "Rainhas do Rádio", a música brasileira tem revelado grandes cantoras intérpretes. Formada em jornalismo, cantora e atriz, aos 32 anos de idade e 12 de carreira, a paulistana Fabiana Cozza tem se destacado como uma das mais importantes intérpretes da nova geração de cantoras brasileiras, dividindo palcos com contemporâneas como Maria Rita e Ceumar.
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Com dois CDs lançados, a cantora foi indicada ao Prêmio Tim 2008 na categoria "Melhor Cantora de Samba" pelo lançamento de seu disco "Quando o Céu Clarear" (2007). Em 2005, por conta do primeiro trabalho "O Samba é Meu Dom" (2004), recebeu as indicações para "Revelação" e "Melhor Cantora de Samba" do mesmo prêmio, além de ter participado do Prêmio Rival Petrobrás na categoria "Artista Revelação".
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Em "Quando o Céu Clarear", Fabiana Cozza dividiu faixa com a matriarca do Samba, Dona Ivone Lara, com quem também dividiu o palco em shows. Nos últimos anos, foi convidada para participar de shows de ícones da música brasileira, a exemplo de João Bosco, Chico César, Francis Hime, Jair Rodrigues, Leci Brandão, Zimbo Trio, Ivan Lins, os cubanos Julio Padrón e Yaniel Matos, e o mineiro Mauricio Tizumba, de quem foi convidada para participar da gravação do DVD, em março desse ano.
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Entre maio e junho desse ano, Fabiana Cozza fez shows de divulgação do disco "Quando o Céu Clarear" no auditório do Ibirapuera, com participações de Maria Rita, Rappin’ Hood, Chico César, o pianista Yaniel Matos e o grupo paulistano Quinteto em Branco e Preto. Dentre outras casas de espetáculo, a cantora já se apresentou no Teatro Municipal de São Paulo; Teatro Rival e Copacabana Palace, no Rio; museus da Pampulha e Abílio Barreto, em BH; Santander Cultural de Porto Alegre, Teatro Paulo Autran (Sesc Pinheiros) e Teatro Castro Alves (BA).
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Serviços:
Noite do Griot 2008 – Fabiana Cozza em "Mo Gbé Orísá"
Data: 10 de julho (quinta-feira), às 20 horas
Local: Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro)
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada)
Informações: (31) 3236-7400 / 3234-4241

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Assessoria de Imprensa:

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