RELEASE 19/11 - Cia. Baobá apresenta novo espetáculo

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Às vésperas de completar dez anos, Cia. Baobá
apresenta novo espetáculo
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Nova montagem da companhia faz referências às heranças culturais africanas, e contou com consultoria de Rui Moreira e direção musical de Mamour Ba
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Cia. Baobá. Foto: Renata Mey
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As expressões artísticas que vigoram no tempo secularmente do continente-berço da humanidade à imensa afro-diáspora chamada Brasil, transmitidas pelo movimento, ritmo, batuque, teatro, canto e poesia. Em resumo, essa é a essência do trabalho da Companhia Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira, coordenada pela bailarina, coreógrafa e atriz Júnia Bertolino.
Com quase dez anos de estrada, a Cia. Baobá prepara para apresentar, no próximo dia 29 de novembro, às 19h30, no Centro Cultural da UFMG, e dia 30 de novembro, no Foyer do Palácio das Artes, às 11 horas, dentro do projeto “Domingo no Palácio”, as pré-estréias de seu novo espetáculo de dança, intitulado “Ancestralidade: Herança do Corpo”. Concebido, dirigido e coreografado por Júnia Bertolino, o espetáculo ressalta os valores das culturas da África e suas respectivas heranças no Brasil, como a oralidade, ancestralidade e identidade. Todos esses elementos são representados nas esquetes: “Ritual da Graça”, o “abre-caminho” do espetáculo em que as mulheres – que predominam na companhia – dançam com asas de borboleta em reverência ao matriarcado das diversas sociedades africanas, entre os cantos entoam o verso “Filho Brasil pede benção à Mãe-África”; “Universo Feminino”, que ressalta o papel da mulher na comunidade com toda sua altivez, graciosidade e valores; “Djembola”, que segundo Mamour Ba, que deu o nome, em que as mulheres dançam pedindo chuva para a fartura da colheita; “Ginga do Corpo”, que presta homenagem ao mestre Pastinha e seus seguidores e à capoeira angola; “Dança Ancestral”, momento de reverência e louvação aos orixás, e “Africana”, que faz reflexões sobre a dança afro na cena contemporânea. A direção musical é do músico senegalês Mamour Ba - que participa da trilha junto com seu filho Cheikh Ba -; com preparação corporal de Mestre João Bosco, da Cia. Primitiva de Arte Negra; cenário de Henrique Trópia e Luciana dos Santos; figurino de Marcial Ávila e Lu Silva; e consultoria artística do bailarino e coreógrafo Rui Moreira, diretor da Cia. SeráQuê?.
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A abertura do espetáculo será feita pelo Projeto Kizomba, projeto social do Terreiro Manzo Ngunzu Kaiango. Logo após, será realizada uma mesa temática para discutir “A Valorização da Dança Afro em Belo Horizonte e o Processo Criativo da Cia. Baobá”, com a participação de Júnia Bertolino e convidados: Marlene Silva, Marcio Alexandre (Quilombo das Gerais), Rô Fatawa (Aruê das Gerais), Mameto de Inkisse Muiendê (Mãe Efigênia/Manzo Ngunzu Kaiango) Evandro Passos (Cia Bataka), Mamour Ba, João Bosco (Cia Primitiva), Carlos Afro (Cia Carlos Afro), Adelson Vieira Sabará (Odum Orixás), agentes e autoridades da cultura e educação.
“Ancestralidade: Herança do Corpo” foi construído a partir de agosto, sendo um desdobramento do espetáculo anterior, “Quebrando o silêncio”. Agora, através do patrocínio da CEMIG, via a Lei Federal Rouanet de Incentivo à Cultura, a Cia. Baobá apresenta a nova montagem. No processo, os atuais 14 integrantes da companhia – entre bailarinos, atores e percussionistas – tiveram um momento de formação. O consultor do espetáculo, Rui Moreira, deu oficinas de dança contemporânea. Também participaram dos momentos de formação com os integrantes, Mamour Ba, com canto, dança e percussão da África; o percussionista Carlinhos Oxóssi, com oficinas sobre os ritmos da tradição religiosa afro-brasileira; Marquinho do grupo Encaixa Couro, sobre brincadeiras de roda e o batuque; Mestre João Bosco, com oficinas de capoeira angola e dança afro-brasileira, e Evandro Nunes, do Teatro Negro e Atitude, na preparação cênica.
A estréia oficial de “Ancestralidade: Herança do Corpo” acontecerá no dia 16 de dezembro, às 19h30, no Teatro Francisco Nunes, com abertura do grupo Teatro Negro e Atitude.
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“Quebrando o Silêncio” com sessões comentadas
Antes da pré-estréia e estréia do novo espetáculo, a Cia. Baobá fará nos dias 27 e 28 de novembro, no Centro Cultural da UFMG, às 15 horas, sessões comentadas do espetáculo “Quebrando o Silêncio”, para escolas da rede pública municipal e aberto ao público em geral. A intenção é contribuir no processo educacional como prevê a Lei Federal nº 10.639/2003, que determina o ensino das histórias e culturas africanas e afro-brasileiras nos ensino fundamental e médio. Na quinta-feira, a abertura da peça será feita pela Cia. Primitiva de Dança, coordenada pelo Mestre João Bosco, que participará logo após da sessão de comentários, junto com o dançarino e coreógrafo Carlos Afro. Já na sexta-feira, a abertura será do grupo Aruê das Gerais, com comentários da coordenadora Rô Fatawa.
O espetáculo foi concebido a partir da junção de símbolos da resistência e luta do povo negro no Brasil, destacando entre eles o Candomblé, a Capoeira Angola e o Samba. A apresentação traz, através da dança, teatro, poesia e canto, referências ao cotidiano do homem moderno que busca no sagrado forças para enfrentar as dificuldade e obstáculos do dia-a-dia. Destaque para a participação feminina na construção da sociedade e na luta pelos seus direitos, além do trabalho dos movimentos sociais em busca de cidadania e igualdade social.
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Sobre a Cia. Baobá
Criada em 1999, por Júnia Bertolino junto com o também bailarino e coreógrafo William Silva e o músico Jorge Áfrika, a Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira surgiu para resgatar no cenário das artes cênicas de Belo Horizonte a representação e valorização das matrizes africanas presentes na identidade do povo brasileiro, retratados através da dança, música, poesia e teatro, a partir de pesquisas sobre a presença dessas matrizes no caldeirão da cultura nacional.
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Sobre Júnia Bertolino
Com formação em comunicação social (jornalismo) e Antropologia com especialização em Estudos Africanos e Afro-brasileiro, Júnia iniciou-se na dança afro em 1995, no Centro Cultural da UFMG com o professor Evandro Passos, criador da Cia. de Dança Afro-brasileira Bataka. Nessa época, foi convidada para ser uma das bailarinas da Bataka, a primeira companhia a que pertenceu, com a qual viajou para apresentações na Itália, durante o Festival Internazionale del Folklore, em Roma. Foi bailarina convidada dos espetáculos “Brasil Mestiço” (1996) e “Kizomba – 500 anos”, da Cia. Danç’Arte de Marlene Silva.
Em 1997, passou a integrar a Cia. de Arte Primitiva, dirigida pelo Mestre João Bosco, com quem aprimorou sua técnica na dança. Até que em 1999, fundou junto com Jorge Áfrika e William Silva a Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira.
Dentre muitas apresentações e espetáculos, em 2007, Júnia foi convidada para integrar o Coletivo Afro Minas, criado pelo bailarino Rui Moreira, para montar e encenar no Verão Arte Contemporânea o espetáculo “Thiossan” (na tradução em wolof quer dizer “tradição”), dirigido por Mamour Ba, em que dividiu palco com o próprio Rui e o Mestre João Bosco, com trilha do grupo Conexão Tribal African Beat, de Mamour. No cinema, destacam-se as participações nos filmes “Uma Onda No Ar” (2001), de Helvécio Ratton, e “Vinho de Rosas” (2003), de Elza Cataldo. No teatro, participou das peças “Besouro Cordão de Ouro” (2007), de João das Neves, e do espetáculo montado na 4ª edição do Festival de Arte Negra (FAN) pelo Coletivo FAN da Cena, intitulado “Árvore do Esquecimento”, dirigido por Grace Passô, Luis de Abreu e Jessé de Oliveira.
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Ficha técnica:
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“Ancestralidade: Herança do Corpo”, da Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira
Direção geral e coreografia: Júnia Bertolino
Direção musical: Mamour Ba
Consultoria artística: Rui Moreira
Preparação corporal: Mestre João Bosco
Figurino: Marcial Ávila e Lu Silva
Cenário: Henrique Trópia e Luciana dos Santos
Iluminação: Geraldo Otaviano
Cabelos e maquiagem: Dora Alves, Marisa Veloso e Lú Santana
Registro fotográfico e audiovisual: Netun Lima, Renata Mey e João Álvaro
Elenco: Júnia Bertolino, William Silva, Fred Santos, Alex Diego Tamborilar, Eric Delo, Jander Ribeiro, Evandro Nunes, Lu Santana, Lu Silva, Andréia Pereira, Gaya Dandara Campos, Gabriela Rosário, Marisa Veloso e Simone Meireles.
Elenco convidado: Mestre João Bosco, Ludmila Benquerer, Luciana dos Santos, Camila Rievers, Andréia Luar, Gilmara Guimarães, Núria Bispo, Daniela Vieria e Paulo PG
Músicos convidados: Mamour Ba e Cheikh Ba
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Serviços:
Espetáculo “Ancestralidade: Herança do Corpo”, da Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira
Dia: 29 de novembro às 19:30 (pré-estréia)
Local: Centro Cultural da UFMG (av. Santos Dumont, 174, Centro)
Entrada franca
Mesa-redonda com mestres da dança, agentes e autoridades da cultura e educação
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Dia: 30 de novembro, às 11 horas (pré-estréia)
Local: Foyer do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro)
Entrada franca
Informações: (31) 3236-7400
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Dia: 16 de dezembro, às 19h30 (estréia)
Local: Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.105, Centro)
Entrada franca
Informações: (31) 3277-6325
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“Quebrando o Silêncio” com sessões comentadas
Dias: 27 e 28 de novembro, às 15 horas
Local: Centro Cultural da UFMG (av. Santos Dumont, 174, Centro)
Entrada franca
Informações: (31) 3238-1079
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Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura – (31) 3224-1251 ou bebop@bebopcomunicacao.com

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