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Um Chico "imperador" de versos e canções
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Em show solo exclusivo, Chico César apresenta suas canções, sua poesia e fala de sua vida em noite mais que especial para o público belo-horizontino
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“De onde venho há silêncio. Pra preencher esse tipo de abismo os homens abóiam e as mulheres cantam benditos”. Essas palavras dão início à estória e trajetória artística de quem eclodiu do estado do “sol primeiro” do nordeste brasileiro para conquistar sudeste, sul e capitais no resto do Brasil e no mundo. Para uma única e especial apresentação em Belo Horizonte, o cantor, compositor e poeta Chico César participa no dia 7 de agosto (quinta-feira) do projeto “Noite do Griot”, do Centro Cultural Casa África, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes.
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Acompanhado de seu inseparável violão, suas histórias e os poemas de seu livro “Cantáteis – Cantos Elegíacos de Amozade”, lançado em 2005 pela editora Garamond com versão áudio book em CD de 2007, Chico César fará um espetáculo singular com leituras de algumas das 141 estrofes cordeleiras que compõem o livro, além de cantar sucessos conhecidos do público e canções do disco recém lançado “Francisco Forró y Frevo” (2008).
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"Escrevi ‘Cantáteis’ como um canto de amor e amizade a uma mulher, uma musa paulistana. Escrevi movido por esse sentimento híbrido (amozade) e que muitas vezes julgamos formados por partes que se negam: o amor e a amizade", conta Chico César, sobre o livro escrito sob a influência de textos de Erza Poud a João Cabral, mergulhado em suas referências artísticas e sua própria trajetória. No CD do audiolivro, os poemas receberam trilha sonora composta pelo artista a partir de uma base eletrônica com sonoridades de berimbau e da peculiar cítara nordestina.
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A edição de 2008 da “Noite do Griot” teve início em junho com homenagens ao poeta e escritor Abdias Nascimento, que se estende ao longo de toda essa edição do projeto. No mês passado, a “Noite do Griot” recebeu a sambista paulistana Fabiana Cozza. Já no mês que vem, participa o sambista e escritor carioca Nei Lopes, seguido da cantora e percussionista Raquel Coutinho, em outubro, e o encerramento será no mês da consciência negra com a apresentação de Vander Lee.
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Um Francisco, como o rio
Nascido em Catolé do Rocha, na Paraíba, em 1964, Chico César teve o primeiro contato com a música aos oito anos através de uma flauta doce no colégio de freiras. Sopros que guardavam inúmeros caminhos. Com a mesma idade, começou a trabalhar numa loja que era um foto e vendia discos e livros, na cidade natal.
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Aos 16 anos mudou-se para João Pessoa, onde formou-se em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba, enquanto integrava o grupo Jaguaribe Carne, dos irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, que faziam experimentações de linguagens e poesia de vanguarda. Com 21 anos, foi morar em São Paulo, onde trabalhou como jornalista ao mesmo tempo em que aperfeiçoava o violão, compunha e tocava em bares para formar seu público. Atualmente, Chico César é um artista de repercussão internacional - chegou recentemente de uma turnê pela França, Alemanha, Suíça e Itália no mês de julho - e possui uma respeitada discografia constituída por “Aos vivos” (1995), “Cuscuz Clã” (1996), “Beleza Mano” (1997), “Mama Mundi” (2000), “Respeitem meus cabelos, brancos” (2002), “De uns tempos pra cá” (2006) e “Francisco forró y frevo” (2008).
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Serviços:
Noite do Griot 2008 – Chico César
Data: 7 de agosto (quinta-feira), às 20 horas
Local: Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro)
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada)
Informações: (31) 3236-7400 / 3234-4241
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