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Foto: Gustavo Ferri/Divulgação

Por intermédio do querido músico Babilak Bah, chegou até nós, da BEBOP, o belo trabalho do grupo Camiranga, radicado em Sampa. Eis que um dia a cantora e letrista Fernanda de Paula entrou em contato conosco, já que o grupo pretende apresentar-se em solo mineiro, pois dois dos integrantes – a própria Fernanda e o violonista e produtor Léo Nascimento - são de Belo Horizonte, reminiscentes da banda Sagarana, que teve certo reconhecimento em Minas, com um CD gravado (“Margens Flácidas”, produzido pelo multinstrumentista Gilberto Mauro) e que há cerca de sete anos foi tentar novos rumos para a carreira em terras paulistas.
Com o fim da Sagarana, Fernanda e Léo prosseguiram e, assim, criaram em 2003 o grupo Madeira de Lei, que em 2007 passou a chamar-se Camiranga, que é o nome de uma ave da família dos urubus, assim como o Carcará de Zé Keti.
No ano passado, gravaram o primeiro CD, com produção musical de Léo Nascimento. A verve principal é o violão de Léo, mineiramente tocado e que faz lembrar melodicamente nomes como Toninho Horta e João Bosco, e que ao lado da voz colorida de Fernande de Paula forma uma harmonia uníssona.
Na retaguarda, as percussões de Rômulo Albuquerque, músico de profunda pesquisa percussiva e construtor dos tambores e demais instrumentos que alimentam a música do grupo, entre eles os batás dos rituais da santeria cubana, tamá (talking drum), berimbaus, dentre outros para compor uma percussão ancestral. Junto a ele está outro percussionista, Matheus Prado, formado entre os batuques da contemporaneidade. E são essas as quatro “plumas essenciais” que formam as asas líricas do Camiranga.
O primeiro CD – “Camiranga”
Feito de maneira independente, sem a chancela e o aporte financeiro das grandes gravadoras, o disco é quase que totalmente autoral, com composições próprias e inéditas, que traz no “abre-caminho” a faixa homônima ao grupo. Uma feliz exceção é a releitura primorosa da canção “Contador de histórias”, de Sérgio Pererê. De forma impressionante, o grupo conseguiu imbuir novo e bem concebido arranjo para a faixa, já que o desafio se faz presente por Pererê ser um compositor de harmonias e nuances muito peculiares.
Dentre as múltiplas influências e referências no disco, percebe-se uma forte marca de brasilidade nas músicas, na mesclagem de ritmos como o samba e baião, com pitadas melódicas de jazz, reforçadas no tempero africano, presente tanto no instrumental quanto nas letras, que remetem muito às mitologias yorubanas de nação ketu.
Enfim, Camiranga mostra uma música original e de rica qualidade, mas pode ser traduzido também como um vôo sonoro sobre canções e ritmos da brasilidade com toda sua mestiçagem estética.
Agora, confira um pouco do som do Camiranga nos players abaixo. Saiba mais no myspace da banda.

Por intermédio do querido músico Babilak Bah, chegou até nós, da BEBOP, o belo trabalho do grupo Camiranga, radicado em Sampa. Eis que um dia a cantora e letrista Fernanda de Paula entrou em contato conosco, já que o grupo pretende apresentar-se em solo mineiro, pois dois dos integrantes – a própria Fernanda e o violonista e produtor Léo Nascimento - são de Belo Horizonte, reminiscentes da banda Sagarana, que teve certo reconhecimento em Minas, com um CD gravado (“Margens Flácidas”, produzido pelo multinstrumentista Gilberto Mauro) e que há cerca de sete anos foi tentar novos rumos para a carreira em terras paulistas.
Com o fim da Sagarana, Fernanda e Léo prosseguiram e, assim, criaram em 2003 o grupo Madeira de Lei, que em 2007 passou a chamar-se Camiranga, que é o nome de uma ave da família dos urubus, assim como o Carcará de Zé Keti.
No ano passado, gravaram o primeiro CD, com produção musical de Léo Nascimento. A verve principal é o violão de Léo, mineiramente tocado e que faz lembrar melodicamente nomes como Toninho Horta e João Bosco, e que ao lado da voz colorida de Fernande de Paula forma uma harmonia uníssona.
Na retaguarda, as percussões de Rômulo Albuquerque, músico de profunda pesquisa percussiva e construtor dos tambores e demais instrumentos que alimentam a música do grupo, entre eles os batás dos rituais da santeria cubana, tamá (talking drum), berimbaus, dentre outros para compor uma percussão ancestral. Junto a ele está outro percussionista, Matheus Prado, formado entre os batuques da contemporaneidade. E são essas as quatro “plumas essenciais” que formam as asas líricas do Camiranga.
O primeiro CD – “Camiranga”
Feito de maneira independente, sem a chancela e o aporte financeiro das grandes gravadoras, o disco é quase que totalmente autoral, com composições próprias e inéditas, que traz no “abre-caminho” a faixa homônima ao grupo. Uma feliz exceção é a releitura primorosa da canção “Contador de histórias”, de Sérgio Pererê. De forma impressionante, o grupo conseguiu imbuir novo e bem concebido arranjo para a faixa, já que o desafio se faz presente por Pererê ser um compositor de harmonias e nuances muito peculiares.
Dentre as múltiplas influências e referências no disco, percebe-se uma forte marca de brasilidade nas músicas, na mesclagem de ritmos como o samba e baião, com pitadas melódicas de jazz, reforçadas no tempero africano, presente tanto no instrumental quanto nas letras, que remetem muito às mitologias yorubanas de nação ketu.
Enfim, Camiranga mostra uma música original e de rica qualidade, mas pode ser traduzido também como um vôo sonoro sobre canções e ritmos da brasilidade com toda sua mestiçagem estética.
Agora, confira um pouco do som do Camiranga nos players abaixo. Saiba mais no myspace da banda.
Camiranga (Léo Nascimento/Vinicius Pereira)
Miserê (Ricardo Barros/Theo de Barros)
Onilê (Léo Nascimento/Fernanda de Paula)
Pau de dar em doido (Léo N./Fernanda de Paula)
Retorno das águas (Léo Nascimento)
Contador de histórias (Sérgio Pererê)
Baixe o CD completo do Camiranga clicando AQUI.
Contatos da produção em Minas Gerais:
BEBOP Comunicação & Cultura – Graziella Medrado
Tel.: (31) 9121-8051 / 3224-1251
E-mails: bebop@bebopcomunicacao.com e grazi@bebopcomunicacao.com
