RELEASE 30/03/09 - Agbára - Vozes d'África abre inscrições em Nova Lima

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Inscrições abertas para o coral Agbára
Vozes d’África de música yorùbá em Nova Lima
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Estão abertas as inscrições para os interessados em participar do projeto “Agbára – Vozes da África”, que propõe a formação de um coral, com cursos de língua, música e cultura yorùbá, na cidade de Nova Lima.
Palavras como “abada” (espécie de camisão que era utilizado pelos africanos no Brasil e seus descendentes, mas que, atualmente, se referem às vestes dos foliões de blocos carnavalescos da Bahia), “acarajé”, “jagunço” (advindo de jagun-jagun = soldado ) e “Morumbi”, entre outras provam como é grande a influência das culturas africanas na formação da nacionalidade e da cultura popular brasileira. Entretanto, essas palavras são todas pertencentes ao universo da cultura yorùbá, uma das muitas etnias dos povos da Nigéria, país ocidental da África. Para apresentar e melhor difundir a cultura yorubana em Minas Gerais, o projeto “Agbára – Vozes da África” prevê a formação de um coral para resgatar as músicas milenares da tradição yorùbá, e que oferecerá, gratuitamente, aos participantes momentos de aprendizado da língua e cultura em questão.
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O projeto é desenvolvido pelo Instituto de Arte e Cultura Yorùbá, que desde 2006 realiza cursos de língua e cultura yorùbá em Belo Horizonte, sob a coordenação do nigeriano Olúségun Akinruli.
Patrocinado pelo programa Cemig Cultural, através da Lei Federal Rouanet de Incentivo à Cultura, o projeto “Agbára – Vozes da África” é realizado nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima e acontecerá também em Contagem e Betim, finalizando em cada uma dessas cidades com grandes concertos de apresentação do coral e seminários com personalidades referenciais da cultura africana.
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Das inscrições e da formação do coral
As inscrições são gratuitas e estão abertas do dia 30 de março até 16 de abril, on line no site www.institutoyoruba.com . As aulas serão ministradas sempre aos sábados, das 15 às 19 horas, no Teatro Municipal Manoel Franzen de Lima, durante três meses, a partir do mês de maio.
Com turma para até 40 pessoas, o curso de formação é dividido em seis módulos, sendo eles: 1 – Língua Yorùbá; 2 – Cultura Yorùbá; 3 – Canto Coral com músicas da tradição Yorúbá, que contará também com o pianista, compositor e regente cubano Nestor Lombida Hunt; 4 – Comidas Yorùbás; 5 – Acompanhamento e Percussão Yorúbá, com o percussionista Carlinhos Oxóssi; e 6 – Tradução e músicas de origem Yorùbá em português, com auxílio da cantora Eda Costa. Todos os módulos serão coordenados por Olúségun Akinruli, com participação de Ayobami Akinruli. A audição com os participantes será realizada no dia 18 de abril, das 9 às 13 horas, no Teatro Municipal Manoel Franzen de Lima. Os inscritos receberam por e-mail o horário da audição.
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Da cultura Yorùbá
De tradição milenar, falada e cultuada por mais de 100 milhões de pessoas em todo mundo, a língua e a cultura yorùbá é predominante da Nigéria, país de maior população na África e que possui cerca de 200 etnias, mas está presente também em nações como Bahamas, Benin, Brasil, Camarões, Costa do Marfim, Cuba, El Salvador, EUA, Porto Rico, Reino Unido, Togo, entre outros.
No Brasil, a influência da cultura iorubana se deu na primeira metade do século XVIII, com a vinda de negros da costa do Benin através do tráfico negreiro transatlântico, aportados na Baía de Todos os Santos, em Salvador. Na capital baiana, lugar onde essa presença iorubana é mais notável, existem edificações com nomes em yorùbá, além de que a língua – que é a mais falada nos terreiros de candomblé no Brasil – tornou-se oficialmente obrigatória a lecionação nas escolas de ensino fundamental nos últimos anos.
Recente pesquisa realizada pela ONU afirma que de cada cinco negros ou afrodescendentes nascidos no mundo, três deles descendem da Nigéria, país considerado a “terra mãe da África”. É legítimo salientar que cada uma dessas pessoas carrega dentro de si, desde o seu nascimento até a sua morte, a essência de sua cultura original. É por isso que, na música, a presença iorubana está representada por personalidades como Carlinhos Brown, Gilberto Gil, Djavan, Inaicyra, Daniela Mercury, entre outros.
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Dos professores
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Olúségun Akinruli – o coordenador do Instituto de Arte e Cultura Yorùbá (IACY) e do projeto “Agbára – Vozes da África” é nascido na Nigéria e vive em Belo Horizonte desde 2004. Formado em Ciências econômicas pela Universidade de Lagos (Nigéria), com MBA em Finanças pelo IBMEC, Olúségun é também músico pianista, professor de inglês na escola Cultura Inglesa, de língua yorùbá do Cenex da Universidade Federal de Minas Gerais, e também do curso de Língua e Cultura Yorùbá, oferecido na PBH pelo IACY. Dentre diversos eventos, foi organizador da 1ª mostra de Cinema Nigeriano na 4ª edição do Festival de Arte Negra (FAN), em 2007, e do 1º Seminário Internacional de Cultura Yorùbá, realizado no Centro Universitário Newton Paiva, em 2006. Sobre a cultura e tradição yorùbá, realiza palestras, tendo já participado de eventos em Salvador e Rio de Janeiro.
Eda Costa - Cantora profissional iniciada em 1991, quando foi aluna da cantora Babaya, Eda Costa já gravou com grandes nomes da música mineira, como Paulinho Pedra Azul e Sérgio Pererê. Foi preparadora vocal de grupos como o Teatro Negro e Atitude (TNA), Cia Acômica e a Cia Lúdica. Atualmente é professora da escola de teatro da PUC-Minas e canta na banda Oncotô.>
Nestor Lombida Hunt – Nascido na década de 50 em Havana (Cuba), é pianista, compositor, arranjador e regente de orquestra. Pertencente a União de Escritores e Artistas de Cuba, possui vasta carreira musical com atuação em diversas bandas e orquestras do país, tendo se apresentado já por países como Angola, França, Áustria e Turquia. Foi Diretor Regional de Educação Artística do Ministério da Cultura de Cuba, onde também ocupou o cargo de membro da Comissão Nacional de Avaliação do Setor Artístico Musical. Em Minas Gerais, foi professor da escola Pró-Music, onde criou a Orquestra Big-Band, e professor de arranjo e improvisação do CEFAR-Palácio das Artes, sendo o regente da Orquestra Big-Band.
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Serviço:
Inscrições abertas para o Coral Agbára – Vozes d’África
Data: De 30 de março a 16 de abril
Inscrições gratuitas: on line pelo site www.institutoyoruba.com
Informações: 3542-5923 / 9238-9923 / 9203-7176 e www.institutoyoruba.com
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Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura – (31) 3224-1251 ou bebop@bebopcomunicacao.com

DJ Roger Dee apresenta "Malucofonia"

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Foto: Weber Pádua/divulgação
A história da cultura hip-hop, desde os idos dos anos 80, bem como a da música eletrônica em Belo Horizonte cruza a vida e trajetória do DJ Roger Dee, muito conhecido como "Dentinho". Desde o início da "cena" hip-hop na capital mineira, assumiu os diversos papéis dos elementos dessa cultura, tendo sido grafiteiro, b.boy (dançarino de break dance), teve uma rápida experiência como rapper... (bom, se quer saber é melhor perguntar pra ele relembrar essa história!) e disc jóquei, posto no qual atualmente é mais conhecido e que ocupou em bandas como Jota Quest, com Wilson Sideral e Macunáima X - essa última uma de suas criações, ao lado do também DJ e xará Roger Moore.
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É nas pick-ups que Roger Dee alçou vôos maiores na carreira, em momentos de exaltação, como quando dividiu palco com o "papa" e criador do hip-hop, o DJ estadunidense Afrika Bambaataa, fundador da Zulu Nation.
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Agora, Roger Dee apresenta o projeto Malucofonia, em que convida rappers e grupos expoentes de Belo Horizonte com o intuito de apresentar uma "antologia momentânea" da tão recalcada produção de rap em Minas Gerais para fora do eixo Rio-São Paulo.
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Se ligue aí e confira faixa a faixa o resultado dessa idéia, que terá show de lançamento do CD no dia 30 de abril, no Stúdio Bar.
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Intro/Interlúdio - DJ Roger Dee e Sérgio Sclair

Beija-flor e Carcará - DJ Roger Dee e Shabê


Música: Roger Dee e Írio Jr.
Letra: Shabê
Intérprete: Shabê
Scratchs, beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Piano: Írio Jr.
Guitarras: Wilson Sideral
Baixo: Juliano Nunes
Percussão: Juninho Bob

Na Palma da Mão - DJ Roger Dee e N.U.C.


Música: DJ Roger Dee, Írio Jr. e Renegado
Letra: Renegado
Intérpretes: N.U.C. - Renegado, Negro F e Dani Crizz
Beat juggling, beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Violões: Rodrigo Borges
Cavaquinho: Warley Henrique
Baixo: Juliano Nunes
Percussão: Juninho Bob
Backing Vocals: Cacau

Linha do Tempo - DJ Roger Dee, Luciano e Sérgio Pererê


Música: DJ Roger Dee e Írio Jr.
Letra: Luciano e Sérgio Pererê
Intérpretes: Luciano, com participação especial de Sérgio Pererê
Beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Programações adicionais de beat: Luciano
Pianos: Írio Jr.
Baixo: Juliano Nunes
Charango: Sérgio Pererê
Percussão: Luciano, Sérgio Pererê e Marcos Nascimento

Guinada Repentina - DJ Roger Dee e Ruibarbo


Música: DJ Roger Dee e Írio Jr.
Letra: Ruibarbo
Intérprete: Ruibarbo
Beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Piano: Írio Jr.
Baixo: Juliano Nunes

Insônia - DJ Roger Dee e Divisão de Apoio


Música: DJ Roger Dee, Írio Jr. e Dokttor Bhu
Letra: Dokttor Bhu, Maurício PC e Deffman
Intérprete: Divisão de Apoio - Maurício PC
Programações adicionais de beat e edições: DJ Roger Dee
Beatmaker: Dokttor Bhu
Scratchs: DJ Beatbucher a.k.a. DJ Tony Cuts
Cordas: Írio Jr.
Guitarras: Wilson Sideral
Baixo sub: Juliano Nunes

Oryp - DJ Roger Dee e Írio Jr.


Música: DJ Roger Dee e Írio Jr.
Beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Piano e cordas: Írio Jr.
Baixo: Juliano Nunes
Baixo Synth: Sérgio Scliar

Eu Quero Uma Dama - DJ Roger Dee, Diamondog e Cubanito


Música: DJ Roger Dee e Írio Jr.
Letra: Diamondog e Cubanito
Intérpretes: Diamondog e Cubanito
Scratchs, beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Piano: Írio Jr.
Baixo: Juliano Nunes
Percussão: Juninho Bob

Águas de Março Versão Periferia - DJ Roger Dee e Julgamento


Música: DJ Roger Dee e Írio Jr.
Letra: Khumalo
Intérpretes: Julgamento - Khumalo e Ricardo HD
Beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Cravo e cordas: Írio Jr.
Baixo sub: Juliano Nunes

Abominável Mundo Novo - DJ Roger Dee e Matéria Prima


Música: DJ Roger Dee e Írio Jr.
Letra: Matéria Prima
Intérprete: Matéria Prima
Beatmaker, sampler, programações e edições: DJ Roger Dee
Cordas: Írio Jr.
Baixo: Juliano Nunes
Pesquisa de sample: Enecee

Os Alto-falantes - DJ Roger Dee e Sérgio Scliar


Música: DJ Roger Dee e Sérgio Scliar
Scratchs: DJ Roger Dee
Beatmaker, programações e edições: DJ Roger Dee e Sérgio Scliar
Sampler, baixo synth e cordas: Sérgio Scliar

Benjamin Abras lança-se no terreiro musical

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O texto abaixo é a reprodução de um comentário do jornalista George Cardoso sobre o CD "O que se cala é grande", de Benjamin Abras, para o programa Viamundo, revista cultural comandada pela jornalista Daniella Zupo, que vai ao ar de segunda à sexta, às 20 horas, na Rádio Inconfidência FM 100,9 Mhz (www.inconfidencia.com.br).
O CD será lançado hoje (19/03), às 20h30, no Teatro Alterosa.

Foto: Netun Lima/www.netun.com.br
"'O que se cala é grande' é um verso para 'encucar' e também o título do primeiro CD do poeta, ator, bailarino e artista plástico, Benjamin Abras, que assina todas as faixas, além das ilustrações do encarte. Logo no início, o desenho de um ser ancestral acocorado a soprar borboletas como se fossem flores simboliza que não pode calar-se um ser de tantas manifestações artísticas.

Agora, Benjamin lança-se como um novíssimo compositor que traça palavras sob os ritmos da corporalidade, onde a voz estreante baila sobre vigorosas batidas, como bem pronuncia o poeta: “sob a proteção de Zambi”, independente se a falange é bantu, jeje ou nagô.
A produção e direção musical é assinada pelo músico Bill Lucas, grande pesquisador das sonoridades percussivas, juntamente com Sérgio Moreira.

O resultado é um disco que passeia por diversos ritmos da diáspora africana, com algumas fusões que podem ser percebidas por ouvidos atentos, e que vão do samba tradicional, passando por ijexá, afoxé, jongo, congo e moçambique com breves flertes com elementos do pop, mas que, no geral, não traduz uma sonoridade homogênea e nem traz grandes inovações musicais, mas mostra bem - com certa segurança – um pouco do que se batuca nos morros das gerais.


Peço a licença àquele que está 'dentro e fora do eixo' para iniciar comentários pelo fim, com a última faixa, intitulada 'Tempero Tempo', a qual participa Sérgio Pererê na criação de um arranjo por excelência orgânico, em ele extrai das cordas vocais sons de flautas, baixos e vocalizes de lamento, amparado apenas por uma típica batida de ijexá, compondo um ambiente ancestral onde a voz de Benjamin deleita doce e suave, quase em estado de transe.
O disco traz, também, participações especiais de Mauricio Tizumba e da cantora paulistana Fabiana Cozza, uma das últimas revelações do samba. Na música 'Do Bem', Fabiana e Benjamin 'vadeiam' num belo e cúmplice dueto, em que um faz bem a cama para a voz do outro, na efervescência de um legítimo samba de escola.

'O que se cala é grande' é o abre-caminho para as canções do múltiartista Benjamin Abras, que apresenta um franco repertório rítmico e poético de quem vivencia com verdade as influências de uma 'voz' que não deve calar e, sim, ser vista, lida e ouvida para dar o que falar."

Fonte: Publicado originalmente em O Armengue.

Escute no player abaixo o samba "Do Bem", com a participação especial de Fabiana Cozza.



Serviço: O show de lançamento do CD “O que se cala é grande”, de Benjamin Abras, com participações especiais de Sérgio Pererê, Mauricio Tizumba e Bantuquerê, com direito ao lançamento também do livro "Falanges" (Ed. Nandyala) e exposição das telas das ilustrações de Benjamin. Hoje (19/03/09), quinta-feira, às 20h30, no Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Ingressos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). Informações pelo telefone 3237-6611 ou pelo site www.benjaminabras.com.br.