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Sutilezas e verdade no
vôo solo de Leopoldina
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Cantora mineira lança-se como compositora em primeiro disco autoral, com repertório e arranjos concebidos em comunhão com diversos nomes da MPB contemporânea
Fotos: Nathália Mendes/Divulgação
Uma voz bem ordenada que oferece ao ouvinte uma diversidade de nuances, coloridos e entonações, vigor e personalidade para criar uma relação cúmplice e sentimental com as notas de cada melodia e cada palavra na canção, dando vida uma a uma às interpretações. Em seu primeiro trabalho solo, a cantora Leopoldina faz, no próximo dia 24 de junho (quinta-feira), às 21 horas, o show de lançamento do CD Leopoldina, no Teatro Alterosa, em Belo Horizonte. O disco Leopoldina foi patrocinado pela Vivo, com recursos da lei estadual de incentivo à Cultura e integra o Conexão Vivo, iniciativa da empresa voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro.
Concebido com muito cuidado, o disco é um marco para o novo momento da carreira da artista. Com 11 faixas, apresenta diversos autores da nova geração e de diferentes estados, sendo que a própria Leopoldina lança-se como compositora e assina três músicas. Com direção musical de Marcos Braccini, os arranjos são partilhados entre Rodrigo Braga, Luís Felipe Gama, Rafael Martini, Warley Henrique, Felipe José, Léo Pires e Pedro Santana, além de Braccini. “Houve uma preocupação com os arranjos para o disco soar eclético. Buscamos uma linguagem de encontros, já que as faixas têm arranjadores diferentes, o que exigiu um diálogo cuidadoso com cada um deles, para que cada um pudesse imprimir sua marca pessoal e também garantisse um lugar confortável para a voz da Leopoldina”, revela Braccini.
No palco, o que se evidencia é a voz versátil e portentosa de uma artista que ao cantar costura melodicamente cada palavra que soa da boca. Nesse show, Leopoldina é acompanhada pelos músicos Alexandre Andrés (flauta e violão), Bruno Santos (bateria e percussão), Maurício Ribeiro (piano e bandolim) e Pedro Santana (contrabaixo acústico e violão de sete cordas). Com direção musical de Marcos Braccini e direção artística da cantora Titane, a apresentação conta com as participações especiais de Felipe José (violoncelo e flauta), Flávio Ferreira (clarineta e clarone), Rafael Azevedo (violão), Rafael Martini (piano e violão) e Renato Motha, dividindo vocais em Um carro de bois.
Para Titane, “a primeira impressão que a Leopoldina nos causa é de uma cantora de verdade, de que não temos dúvida que veio para ficar, para permanecer na música, para construir uma carreira e dar uma contribuição pessoal. Ela tem uma personalidade artística forte e um timbre maravilhoso, que seduz e alicia. Canta por vocação e com muita paixão e entrega. Da Leopoldina que conheci há uns anos para a de agora, posso dizer que ela evoluiu muito, principalmente no palco, e fez um disco maravilhoso”, acredita a cantora, que acompanha a trajetória de Leopoldina desde o surgimento dela nos palcos da capital mineira, há cerca de oito anos.
O show conta com cenário construído pela designer Flor Pinheiro e traz motivos celestes, com alusão a nuvens e tons azuis, presentes também no projeto gráfico do disco, realizado pela equipe da agência Sete Oitavos.
Leopoldina, o CD
Resultado de um processo de muita pesquisa, dedicação e sensibilidade de todas as pessoas envolvidas, o disco Leopoldina foi concebido ao longo dos últimos três anos, sendo que nesse intervalo a cantora fez uma pequena pausa para dar à luz ao filho, nascido em agosto de 2008.
Feito com o zelo de várias mãos, o álbum prioriza a canção, a poesia clara e singela de cada letra, assim como as harmonias minuciosas na instrumentalização das melodias. “Eu quis privilegiar letras fáceis, sem palavras complexas, as histórias das músicas e como elas poderiam chegar às pessoas. Tentei trazer a poesia de um modo bem prazeroso, como um livro aberto, folha a folha, história a história. Eu falava com o Marquinho (Braccini) o tempo inteiro que não queria um disco para músicos, mas um disco com sentimento, que os arranjos não sobrepusessem minha voz e que as pessoas possam se emocionar ao escutar”, destaca Leopoldina, que contou durante todo o tempo com o apoio do produtor musical Marcos Braccini.
Experimentado anteriormente em shows, o repertório que dá vida ao disco traz uma gama plural de diferentes ritmos – da mansidão de uma melodia quase “jobiniana” à difícil e alegre interpretação do frevo - e uma reunião de singulares compositores da nova safra brasileira, entre eles a própria Leopoldina. O “abre-caminho” do CD é uma composição do goiano Leonardo Lorena, a inédita Ngana, de reverência à ancestralidade negro-africana. No time de compositores de outras canções apresentadas estão Marcos Braccini, Maurício Detoni, Vítor Santana, Edu Krieger, Nuno Ramos, Luís Felipe Gama, Patrícia Lobato e Renato Motha, dentre outros.
As releituras do trabalho ficam a cargo de Um carro de bois (confira no player abaixo), feita por Renato Motha e Patrícia Lobato sobre poema do heterônimo Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa, Atrás dessa amizade, de Nuno Ramos e gravada pelo paulistano Romulo Fróes, além da instigante obra tropicalista Deus vos salve esta casa santa, de Caetano Veloso com o poeta piauiense Torquato Neto, em que Leopoldina revela toda sua propriedade com um canto visceral.
Já nas músicas de autoria da cantora, são seus parceiros: Rodrigo Braga, na canção Jongo - que presta homenagem ao Mestre Darci do Jongo, morto no início da década de 2.000, no Rio de Janeiro -, e Mestre Jonas, na imagética Panorâmica - 808. Assinada apenas por Leopoldina e apesar de ser a última faixa, Cantiga sela um casamento perfeito entre um arranjo singelo e a interpretação, evidenciando um caminho aberto para a artista.
Com exímio trabalho de construção com sonoridades de cordas, sopros e percussões, os arranjos do disco refletem equilíbrio, em busca da audição plena de cada instrumento. Entre os músicos participantes nas gravações, destacam-se Luís Felipe Gama (arranjos e piano), Robertinho Silva (percussões), Paulo Santos (percussões), Rodrigo Braga (piano, percussões e arranjos), Rafael Martini (piano, violões e arranjos), Nailor Proveta (clarinetas) e Toninho Carrasqueira (flauta).
Através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o disco foi produzido de maneira independente com o patrocínio da Vivo.
Leopoldina, intérprete e compositora
Mineira de Campos Gerais, Leopoldina estava entre os artistas que participaram do emblemático projeto Reciclo Geral – Mostra de Composições Inéditas em Belo Horizonte, em 2002, que reuniu entorno de um só palco vários dos artistas que hoje figuram como importantes nomes da atual cena musical mineira, como Érika Machado, Makely Ka, Dudu Nicácio, Mestre Jonas, Kristoff Silva, Tom Nascimento, Vander Lee, Marina Machado, Titane, entre muitos outros. Foi nesse momento que Leopoldina apareceu pela primeira vez para uma platéia na capital mineira, após ter tido algumas experiências musicais anteriores em São Paulo, dividindo palco com músicos do quilate de Chico Saraiva e Robertinho Silva. Em 2004, a cantora participou do disco A outra cidade, de Makely Ka, Kristoff Silva e Pablo Castro. Como intérprete, ao lado do cantor e compositor Dudu Nicácio apresentou o show Vindouro, que foi a base para o álbum Leopoldina – Dudu Nicácio, lançado em 2005, com turnê por cidades do interior de Minas. Nesse mesmo período, Leopoldina montou o show Noturno, ao lado do violonista, cantor e compositor Mestre Jonas. Integrou ainda o grupo Voz e Cia nos espetáculos O Malandro e O Circo Místico, baseados na obra de Chico Buarque, tendo participado também da gravação do CD O Circo Místico (2008), sob direção de Ernani Maletta e Marcinho Sant'ana.
Conexão Vivo
Assim como o show e CD da cantora Leopoldina, dezenas de projetos musicais de todo o país fazem parte do Programa Conexão Vivo, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas.
O Conexão Vivo realiza ao longo do ano um circuito próprio de eventos onde toda essa diversidade de ações acontece conjuntamente. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, e outros festivais independentes.
A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultura da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas. Detalhes sobre as outras linhas de atuação e sobre as formas de participação nos Programas Culturais Vivo estão disponíveis no www.vivo.com.br/cultura. E para saber mais sobre o Conexão Vivo, acesse o portal www.conexaovivo.com.br.
Conexão Vivo
Assim como o show e CD da cantora Leopoldina, dezenas de projetos musicais de todo o país fazem parte do Programa Conexão Vivo, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas.
O Conexão Vivo realiza ao longo do ano um circuito próprio de eventos onde toda essa diversidade de ações acontece conjuntamente. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, e outros festivais independentes.
A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultura da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas. Detalhes sobre as outras linhas de atuação e sobre as formas de participação nos Programas Culturais Vivo estão disponíveis no www.vivo.com.br/cultura. E para saber mais sobre o Conexão Vivo, acesse o portal www.conexaovivo.com.br.
Serviços:
Show de lançamento do CD Leopoldina
Data: 24 de junho (quinta-feira), às 21 horas
Local: Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada) – na bilheteria do teatro
Doação (voluntária): 01 kg de alimento não perecível (na hora do show)
Classificação: Livre (menores acompanhados dos pais ou responsáveis)
Informações: (31) 3237-6611
Reprodução
Ano: 2010
Selo de gravação: Independente
Preço médio: R$ 20,00
Assessoria de Imprensa:
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com
BEBOP Comunicação & Cultura
(31) 3224-1251 e bebop@bebopcomunicacao.com
Escute algumas músicas do disco. Aproveite e comente sobre o texto e as canções.
Jongo (Leopoldina / Rodrigo Braga)
Frevo torto (Luís Felipe Gama)
Deus vos salve esta casa santa (Caetano Veloso / Torquato Neto)
Um carro de bois (Renato Motha / Patrícia Lobato)
Cantiga (Leopoldina)


2 comentários:
13 de junho de 2010 11:11
Que voz sublime, maravilhosa e dócil, parabéns e sucessos sempre pelos palcos da vida. Depois gostaria muito que visitasse meu espaço de poesias e se possível se musicalizasse pelo menos uma delas.
http://www.myspace.com/mineirim_das_gerais
http://mecanismodavidaconsciente.blogspot.com/
Abraços fraternos,
Mineirim das Gerais
24 de junho de 2010 09:45
Saudações e parabéns pelo blog!
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